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Lesão Por Esforço Repetitivo: Quais São Seus Direitos Trabalhistas por LER/DORT?

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A Lesão por Esforço Repetitivo (LER), ou Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT), é uma condição comum entre trabalhadores que realizam movimentos repetitivos ou mantêm posturas inadequadas por longos períodos. Profissões como operadores de telemarketing, trabalhadores de TI e motoristas são especialmente suscetíveis. Os sintomas incluem dor, rigidez, inchaço e formigamento, que podem evoluir para uma incapacidade temporária ou permanente se não tratados adequadamente.

Os trabalhadores afetados pela LER/DORT têm direito a vários benefícios previdenciários, incluindo o auxílio-doença acidentário, o auxílio-acidente e a aposentadoria por invalidez, que são concedidos pelo INSS. Além disso, podem buscar indenizações por danos morais e materiais, desde que comprovem o nexo causal entre a doença e as condições de trabalho.

A empresa tem a responsabilidade de prevenir essas lesões adotando medidas ergonômicas, promovendo pausas regulares e fornecendo equipamentos adequados. A falta de ações preventivas pode resultar em responsabilidades judiciais e obrigações de compensação.

Procedimentos legais incluem a emissão da CAT, a realização de perícias médicas e a preparação para ações judiciais, onde a coleta de provas é essencial. Um advogado especializado pode orientar o trabalhador durante todo o processo.

Em conclusão, conhecer e exercer esses direitos é vital para garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores, promovendo um ambiente de trabalho seguro e ergonômico, além de assegurar a compensação justa pelos danos sofridos.

Como Provar Doença do Trabalho Para Ser Indenizado?

como provar doenca do trabalho

Os trabalhadores que desenvolvem doenças ocupacionais têm direito a vários benefícios e garantias. Esses direitos são oferecidos tanto pelo INSS quanto pela empresa empregadora, visando compensar os danos sofridos e garantir a continuidade do tratamento e bem-estar do trabalhador.

Benefícios do INSS:

Auxílio-doença acidentário: Concedido ao trabalhador que fica afastado por mais de 15 dias devido à doença ocupacional. Corresponde a 91% do salário de benefício e garante estabilidade no emprego por até 12 meses após o retorno.
Auxílio-acidente: Pago de forma vitalícia ou até a aposentadoria para trabalhadores que ficam com sequelas que reduzem sua capacidade laboral. Corresponde a 50% do salário de benefício.
Aposentadoria por invalidez: Concedida quando o trabalhador fica permanentemente incapacitado para qualquer atividade laboral. Garante a média integral dos salários de contribuição.
Manutenção de Benefícios Contratuais:

Plano de saúde: Deve ser mantido pela empresa durante o afastamento, garantindo acesso a tratamentos e consultas.
FGTS: A empresa deve continuar recolhendo o FGTS durante o período de afastamento.
Ticket alimentação: Deve ser fornecido durante o afastamento para garantir a segurança alimentar do trabalhador e sua família.
Esses direitos visam proteger o trabalhador e assegurar que ele possa se recuperar adequadamente sem perder sua fonte de renda ou benefícios essenciais.

Fui Demitido Doente. O Que Fazer? Posso Processar?

direitos trabalhistas em casos de demissão por doença

A demissão por doença é uma questão delicada que envolve diversos direitos trabalhistas. O artigo explora três principais cenários: demissão durante o afastamento, demissão após o retorno ao trabalho e demissão por doença não relacionada ao trabalho.

Demissão Durante o Afastamento

Legislação Relevante: O artigo 473 da CLT prevê que o trabalhador tem direito a até 15 dias de afastamento remunerado. Após esse período, o INSS assume o pagamento do auxílio-doença.
Proibição de Demissão: A demissão durante o afastamento é considerada abusiva. O trabalhador tem direito à reintegração ou à indenização caso seja demitido nesse período.
Demissão Após o Retorno do Afastamento

Estabilidade no Emprego: Após retornar ao trabalho, o trabalhador tem estabilidade de 12 meses. Durante esse período, ele não pode ser demitido sem justa causa.
Convenções Coletivas: Algumas convenções coletivas podem prever períodos maiores de estabilidade.
Direitos em Caso de Demissão: O trabalhador pode solicitar reintegração ou buscar indenização, incluindo todas as verbas devidas durante o período de estabilidade.
Demissão por Doença Não Relacionada ao Trabalho

Demissão Discriminatória: A demissão por doença que não foi adquirida no trabalho pode ser considerada discriminatória se motivada pela doença. Exemplos incluem HIV, câncer e doenças cardíacas graves.
Direitos do Trabalhador: O trabalhador pode optar pela reintegração ou buscar indenização em dobro de todos os salários e benefícios devidos desde a demissão até a decisão judicial, além de possível indenização por dano moral.
Exemplos Práticos e Cálculo de Indenizações

Exemplificação de Casos: Cenários práticos mostram como calcular as indenizações, incluindo salários, férias, décimo terceiro, FGTS e multa de 40%.
Indenização por Dano Moral: Em casos de demissão discriminatória, o trabalhador pode receber uma compensação adicional por dano moral.
O artigo destaca a importância de conhecer os direitos trabalhistas para garantir a segurança e o bem-estar dos trabalhadores, especialmente em momentos de vulnerabilidade causados por problemas de saúde. Buscar orientação jurídica é fundamental para garantir que todos os direitos sejam respeitados e devidamente compensados.

Como Funciona o Direito à Estabilidade Provisória no Trabalho

Proteção e Estabilidade no Trabalho

A estabilidade provisória no trabalho é uma proteção legal que assegura a permanência do emprego em situações específicas, como gestação, acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, e atuação sindical. Esta proteção é fundamental para garantir que os trabalhadores não sejam demitidos arbitrariamente durante períodos críticos de suas vidas profissionais.

Estabilidade para Gestantes
Gestantes têm direito à estabilidade desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Essa medida visa proporcionar segurança financeira e emocional, permitindo que as empregadas grávidas cuidem de sua saúde e do bebê sem medo de demissão.

Estabilidade em Caso de Acidente de Trabalho
Trabalhadores que sofrem acidentes de trabalho têm direito à estabilidade por 12 meses após a cessação do auxílio-doença acidentário. Esta proteção garante que os empregados possam se recuperar adequadamente sem a preocupação de perderem seus empregos.

Estabilidade para Dirigentes Sindicais
Dirigentes sindicais, incluindo suplentes, possuem estabilidade desde o registro da candidatura até um ano após o término do mandato. Esta garantia assegura que possam defender os direitos dos trabalhadores sem temer represálias.

Estabilidade de Membros da CIPA
Membros eleitos da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) têm direito à estabilidade desde a candidatura até um ano após o fim do mandato. Esta proteção é vital para a promoção de um ambiente de trabalho seguro.

Estabilidade em Convenções Coletivas
Convenções coletivas podem estabelecer cláusulas específicas de estabilidade provisória para atender às necessidades de diferentes categorias profissionais. Estas cláusulas complementam a legislação trabalhista, oferecendo proteções adicionais.

Consequências do Não Cumprimento
Empregadores que não observam a estabilidade provisória podem ser obrigados a reintegrar o trabalhador ou pagar indenização correspondente ao período de estabilidade. Este mecanismo assegura que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados.

Jurisprudência Relevante
A jurisprudência brasileira, incluindo súmulas do TST, reforça a proteção aos trabalhadores, garantindo a aplicação correta das normas de estabilidade provisória em diversos casos.

A estabilidade provisória é, portanto, uma ferramenta essencial para a proteção dos trabalhadores, assegurando justiça e segurança no ambiente de trabalho.

Bradesco Saúde Deve Cobrir Tratamento com Rituximabe para Neuromielite Óptica

Rituximabe plano de saude

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a Bradesco Saúde S/A deve custear o tratamento de um paciente diagnosticado com Neuromielite Óptica com o medicamento Rituximabe. A Bradesco Saúde havia negado a cobertura alegando que o medicamento não estava no rol da ANS e era considerado experimental. A decisão judicial, fundamentada na Súmula 102 do TJSP e em precedentes do STJ, considerou a negativa abusiva. A Lei 14.454/22, que estabelece a exemplificatividade do rol da ANS, foi crucial para a decisão, garantindo o direito do paciente ao tratamento prescrito. A sentença reforça a necessidade de respeitar a prescrição médica e os direitos dos beneficiários de planos de saúde.

Prevent Senior Obrigada a Cobrir Tratamento com Carboplatina, Gencitabina e Bevacizumabe

Carboplatina Gencitabina e Bevacizumabe plano de saude

O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que a Prevent Senior Private Operadora de Saúde Ltda. deve custear o tratamento de uma paciente com câncer de ovário, incluindo os medicamentos Carboplatina, Gencitabina e Bevacizumabe. A Prevent Senior havia negado a cobertura de Carboplatina Gencitabina e Bevacizumabe alegando que os medicamentos não atendiam às diretrizes da ANS e solicitando um parecer técnico do NATJUS ou prova pericial sobre Carboplatina Gencitabina e Bevacizumabe. No entanto, a decisão judicial considerou a negativa abusiva, destacando a aplicação do Código de Defesa do Consumidor e a Lei 14.454/22, que estabelece que o rol da ANS é apenas uma referência básica e não limita o direito dos pacientes a tratamentos prescritos por seus médicos, inclusive com Carboplatina Gencitabina e Bevacizumabe. A decisão reforça a obrigação dos planos de saúde de respeitar a prescrição médica e garantir o acesso aos tratamentos necessários, assegurando a saúde e a dignidade dos pacientes.

Unimed Deve Custear Tratamento com Ocrelizumabe para Paciente com Esclerose Múltipla

Ocrelizumabe plano de saude

O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que a Unimed de São José dos Campos deve custear o tratamento de uma paciente com esclerose múltipla remitente-recorrente, incluindo o uso do medicamento Ocrelizumabe, além de Hidrocortisona e Benadryl. A operadora havia negado a cobertura sob a alegação de que o medicamento não estava no rol da ANS e que o contrato do plano não incluía a segmentação farmacológica necessária. No entanto, a decisão judicial considerou essa negativa abusiva, destacando a importância da aplicação do Código de Defesa do Consumidor e dos princípios da boa-fé objetiva e da função social do contrato. A Lei 14.454/22, que estabelece que o rol da ANS não é taxativo, foi fundamental para a decisão. O Tribunal reforçou que os planos de saúde devem respeitar a prescrição médica e garantir o acesso aos tratamentos necessários para os pacientes.

Justiça Obriga Plano de Saúde a Cobrir Ribomustin para Paciente com Doença Rara

Ribomustin cloridrato de bendamustina plano de saude

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a Fundação CESP, responsável pela gestão de um plano de saúde, deve cobrir o tratamento de uma paciente com linfoma linfoplasmocítico, uma doença rara. A paciente necessitava do medicamento Ribomustin® (cloridrato de bendamustina) associado ao rituximabe, mas a cobertura foi inicialmente negada pelo plano sob a justificativa de que o uso era “off-label” e não estava no rol da ANS. A decisão judicial, sustentada pela relatora Desembargadora Márcia Dalla Déa Barone, destacou a importância do princípio da boa-fé e da função social do contrato, reforçando que a negativa de cobertura foi abusiva. A Lei 14.454/22, que não considera o rol da ANS taxativo, foi fundamental na decisão. Diversos precedentes judiciais corroboram a obrigatoriedade dos planos de saúde em fornecer tratamentos prescritos por médicos, mesmo que não estejam listados como obrigatórios pela ANS, assegurando o direito à saúde dos beneficiários.

Justiça Condena NotreDame a Cobrir Olaparibe (Lynparza)

Justiça mantém decisão que obriga NotreDame Intermédica Saúde S/A a fornecer o medicamento Olaparibe (Lynparza) para uma paciente com carcinoma de ovário

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo manteve a decisão que obriga a NotreDame Intermédica Saúde S/A a fornecer o medicamento Olaparibe (Lynparza) para uma paciente com carcinoma de ovário. A decisão foi tomada pela 8ª Câmara de Direito Privado, que rejeitou os argumentos da operadora de plano de saúde, que alegava a natureza experimental do medicamento e sua ausência no rol de procedimentos da ANS.

A paciente havia recebido a prescrição médica para o Olaparibe, mas teve a cobertura negada pela operadora, levando-a a ingressar com uma ação judicial. O tribunal destacou que, em situações de doenças graves, a prescrição médica deve prevalecer e que a negativa de cobertura viola os direitos do consumidor.

A Notre Dame Intermédica apelou, alegando desequilíbrio econômico-financeiro do contrato e argumentando que o fornecimento do medicamento era responsabilidade do Estado. No entanto, a corte manteve a sentença inicial, afirmando que o direito à saúde da paciente e o cumprimento das coberturas contratuais são prioritários. Além disso, o tribunal majorou os honorários advocatícios devidos pela apelante.

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